Um rapaz me procurou querendo tocar tuba.
Eu perguntei: tuba?
– Sim, tuba.
Eu então o alertei que existiam cinco estigmas pra serem conscientizados. Como disse, “conheça-te” é melhor que com o complemento “a ti mesmo”, pois segundo Dé Pagão, de Urandi, constitui-se em Pleonasmo, ou seja, “uso desnecessário de palavras”. Conheça-te e será mais feliz sabendo que és uma lagarta, e não uma borboleta.
Assim, vamos aos cinco estigmas:
1 – Ser músico. Como está na Bíblia, somos da descendência de Caim, como os ferreiros;
2 – Ser músico de sopro. Como sabemos, os outros músicos não gostam de nós;
3 – Tocar instrumento de metal. Como sabemos, os flautistas, clarinetistas, oboistas, saxofonistas, fagotistas, enfim, nossos colegas acham que os metaleiros são um pouco batedores de estaca;
4 – Tocar na clave de fá. Nossos colegas trompetistas acham que somos efetivamente batedores de estaca;
5 – O Quinto Estigma é ser tubista, isso só sei o que é por umas poucas experiências. Carregar o mundo nas costas, ser responsável pelo bem-estar de toda a banda, e ainda ser aparentemente o fim-do-fim.
Do ponto de vista do mestre de banda, entretanto, o tubista é o começo-do-começo.
E o rapaz veio a três aulas e sumiu.
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