Se tem um assunto que não quero me meter é essa coisa de preferência. Como disse Caetano, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...” o que me interessa mais é o pitoresco, é observar, por exemplo, que o coletivo de viado pode ser cardume:
Perguntei a um mestre de bandas como foi a festa de São Bartolomeu em Maragogipe e ele me respondeu:
- Ninguém liga muito para a parte religiosa, ficam esperando a folia, e esse ano os viados passavam bebendo cerveja em umas canecas de cerâmica que terminavam, como um bule, em um bico em forma de pênis...
- Em Maragogipe tem tanto viado assim? Perguntei.
- Ah, mestre Fred, eles passavam era em cardume...
No aniversário da minha filha veio o meu amigo paquerador, com fama de atacar tudo quanto é mulher, acompanhado de uma gata de cabelo curto, piercing no nariz e ponchete na cintura. Na saída da casa ele finalmente atacou:
- Ei, gata você não vai me dar um beijo? E ela respondeu prontamente:
- Eu posso te beijar sim, mas vai ser a mesma coisa de você beijar um homem...
Ele desistiu.
Na minha família tem um amigo muito próximo, que passou a fazer parte da família também, a quem os meus filhos tratam como Ricardina, na maior naturalidade, mas a quem eu só chamo de Ricardo. Um único dia não se sabe por que, passei por ele e cumprimentei:
- Ricardina...
E ele respondeu, prontamente: - Senhora...
Chega! Daquele dia em diante foi só Ricardo mesmo.
Prefiro então seguir a opinião do meu amigo pai-de-santo, que da sua natural linguagem, opinou:
- Daqui pra frente a gente vai ter que conviver cada vez mais com homens sexuais e mulheres lebres...
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